O SindsempRN vem a público manifestar preocupação com a omissão, no boletim interno “MPRN na Mídia”, das matérias amplamente divulgadas na imprensa nacional e potiguar sobre o número de cargos comissionados no Ministério Público do Rio Grande do Norte, que atualmente supera o total de cargos efetivos, em afronta à Constituição Federal e em desacordo com a atuação ministerial junto aos demais poderes. Isso, sem considerar o número de terceirizados, de servidores cedidos e o de estagiários de pós-graduação denominados MP Residentes.
A reportagem original, publicada pelo Estadão nesta segunda-feira (3), revelou que o MPRN figura entre os Ministérios Públicos estaduais com maior percentual de cargos de confiança — 50,81% do total —, um dado que coloca a instituição sob questionamento público e repercutiu em diversos veículos locais, como o Blog do BG, Gustavo Negreiros, Justiça Potiguar, Blog do FM e Concursos RN.
Mesmo diante dessa ampla visibilidade, o relatório de clipping não foi divulgado nesta terça-feira (4) pela Diretoria de Comunicação da PGJ. Simplesmente, a Procuradoria-Geral de Justiça parece ter ignorado as matérias e decidiu omitir por completo as referências ao MPRN do conhecimento de seus integrantes.
“Causa estranheza que um material amplamente repercutido — e que toca diretamente a imagem institucional — tenha sido omitido e o boletim interno não ter sido emitido. O papel da comunicação pública é informar, não proteger a gestão de críticas. Transparência também se faz com honestidade sobre as notícias negativas”, afirmou Aldo Clemente, presidente do SindsempRN.
A assessoria de comunicação institucional tem o dever técnico e ético de monitorar, registrar e analisar todas as menções à instituição na mídia, sejam elas positivas, neutras ou negativas. O clipping não é ferramenta de propaganda, mas de diagnóstico da imagem pública.
Ao ocultar informações desfavoráveis, a PGJ compromete a credibilidade do boletim, distorce a realidade e priva servidores e membros de uma análise honesta sobre como a instituição é percebida pela sociedade.
“Não é omitindo fatos que se fortalece uma instituição. O MPRN precisa encarar seus desafios com transparência e coerência, especialmente quando costuma cobrar dos outros poderes o que não pratica dentro de casa. Reconhecer o problema e dar a transparência devida são indispensáveis para a adoção de medidas que coloquem a Instituição no rumo certo”, concluiu Aldo Clemente.
Leia as matérias na íntegra:
Estadão – MPs de 8 estados têm mais funcionários em cargo de confiança do que servidores:
Blog do BG – RN está entre os oito estados com mais cargos comissionados no MP:
Gustavo Negreiros – MPRN entre os estados com mais cargos de confiança:
Justiça Potiguar – MPRN tem mais funcionários em cargo de confiança do que servidores, aponta levantamento:
Blog do FM – MPs de 8 estados têm mais funcionários em cargos de confiança do que servidores:
Concursos.RN – MPRN tem mais funcionários em cargo de confiança do que servidores, aponta levantamento da Fenamp:
https://www.instagram.com/p/DQpDhSqjj46/?igsh=MTBibGk4eHFvZW5uYg%3D%3D
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